Líder do Grupo “Fotografia Ficcional: Experimentações na Arte Contemporânea”, Ruth Sousa, participa do I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia.

A professora e líder do grupo “Fotografia Ficcional: Experimentações na Arte Contemporânea”  Ruth Sousa realizou comunicação no dia 17 de maio no I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia , realizado no MIS São Paulo com organização do Estúdio Madalena. Ruth Sousa apresentou o artigo “A Fotografia como Paradoxo de Superfície”, uma análise filosófica de alguns aspectos da linguagem fotográfica, opondo a leitura realizada por André Rouillé em La photographie à filosofia de Gilles Deleuze em A lógica do Sentido. Segue Fotos da apresentação:

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Créditos: Júlio Riccó

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Líder do Grupo “Fotografia Ficcional: experimentações na Arte Contemporânea” é selecionada para realizar comunicação no “I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia”

A professora do curso de Licenciatura Plena em Artes Visuais Ruth Sousa teve seu artigo selecionado para participar do “I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia”, que irá ocorrer no Museu da imagem e Som de São Paulo em Parceria com o Estúdio Madalena nos dias 17 a 19 de Maio de 2012. A seleção dos artigos ocorreu por edital e apenas seis autores foram contemplados. O artigo intitulado “Diálogos entre fotografia contemporânea e filosofia deleuziana” será apresentado durante o evento em São Paulo e também será publicado. O Encontro envolverá diversas ações como workshops, palestras e exposições com convidados nacionais e internacionais. Ruth Sousa é líder do grupo de pesquisa “Fotografia Ficcional: experimentações na Arte Contemporânea”, e vem participando de diversos salões de arte , exposições coletivas , individuais e congressos de Artes como resultado de sua pesquisa acadêmica e artística. Para mais informações, acesse o site do evento: http://www.calendariocultural.com.br/pensamentoereflexao

Fonte: http://www.urca.br/escoladeartes/content/viewNews/?idNews=0232

Evgen Bavcar, o Fotógrafo Cego.

                                                                                                                                                                                                                                                       

“Eu  fotografo o que imagino. Os originais dentro da minha cabeça. É uma questão de criar uma imagem mental, o registro físico que melhor representa o trabalho do que se imagina”.

“Minhas imagens são frágeis, eu nunca as vi, mas sei que elas existem, e algumas delas me tocam profundamente só de ouvir falar”.

    – Evgen Bavcar

Entrevista com Evgen Bavcar realizada em sua visita ao Brasil, acesse aqui.

Artigo:  Evgen Bavcar: silêncios, cegueiras e alguns paradoxos – Elida Tessler, acesse aqui.

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Edição especial de livro fotográfico é lançado a R$ 5.400 mil

Quem tem espírito aventureiro não vai resistir. A editora Assouline, ás em publicar assuntos como moda, turismo aaae luxo moderno, em parceria com a casa de leilões Sotheby’s lança hoje seu primeiro livro à prova d’água com um tema bem propício: “South Pole: The British Antartic Expedition 1910-1913”.

A publicação premium de 136 páginas, com 60 centímetros de altura e 100 ilustrações primorosas, terá edição numerada e limitada a 150 exemplares, que serão vendidos a US$ 3 mil
Com tratamento especial, o livro foi fechado com cola obtida a partir de garrafas de champanhe, a capa é feita com uma resina especial e a tinta e o papel das páginas foram testados durante oito meses – chegaram a ficar submersos por dias para comprovar o caráter à prova d’água.

Como se ainda não bastasse, a obra, vendida pelo site da editora a partir de 15 de março, tem prefácio assinado pelo príncipe Albert, de Mônaco, e pela princesa Anne, da Grã-Bretanha. (R$ 5.400).

 

Fonte: ig.com.br

O Ato Criador – Duchamp

                                                         O ATO CRIADOR
Marcel Duchamp
Consideremos dois importantes fatores, os dois pólos da criação artística: de um
lado o artista, do outro o público que mais tarde se transforma na posteridade.
Aparentemente o artista funciona como um ser mediúnico que, de um labirinto
situado além do tempo e do espaço, procura caminhar até uma clareira.
Ao darmos ao artista os atributos de um médium, temos de negar-lhe um estado
de consciência no plano estético sobre o que esta fazendo, ou por que esta fazendo.
Todas as decisões relativas à execução artística do seu trabalho permanece no domínio
da pura intuição e não podem ser objetivadas numa auto-análise, falada ou escrita, ou
mesmo pensada.
T.S. Eliot escreve em seu ensaio sobre Tradition and Individual Talents. “Quanto
mais perfeito o artista, mais completamente separados estarão nele o homem que sofre
e a mente que cria; e mais perfeitamente a mente assimilará e expressará as paixões
que são o seu material”.
Milhões de artistas criam; somente alguns poucos milhares são discutidos ou
aceitos pelo público e muito menos ainda são os consagrados pela posteridade.
Em última análise o artista pode proclamar de todos os telhados que é um gênio;
terá de se esperar pelo veredicto do público para que sua declaração assuma um valor
social e para que finalmente, a posteridade o inclua entre as figuras da História da Arte.
Sei que esta afirmação não contará com a aprovação de muitos artistas que
recusam este papel mediúnico e que insistem na validade da sua conscientização em
relação à arte criadora – contudo, a História da Arte, atreves de considerações
completamente divorciadas das explicações racionais do artista.
Se o artista como ser humano, repleto das melhores intenções para consigo e
para com o mundo inteiro, não desempenhar papel algum no julgamento do próprio
trabalho, como poderá ser descrito o fenômeno que conduz o público a reagir
criticamente à obra de arte? Em outras palavras, como se processa esta reação?
Este fenômeno é comparável a uma transferência do artista para o público, sob a
forma de uma osmose estética, processada através da matéria inerente, tais como a
tinta, o piano, o mármore.
Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer o que entendo pela palavra “arte” –
sem, certamente, tentar uma definição.
O que quero dizer é que a arte pode ser ruim, boa ou indiferente, mas, seja qual
for o adjetivo empregado, devemos chama-la de arte, e arte ruim, ainda assim é arte, da
mesma forma que a emoção ruim é ainda emoção.
Por conseguinte, quando eu me referi ao “coeficiente artístico”, deverá ficar
entendido que não me refiro somente à grande arte, mas que estou tentando descrever o
mecanismo subjetivo que produz a arte em estado bruto – à i’état brut – ruim, boa ou
indiferente.
No ato criador, o artista passa da intenção à realização, através de uma cadeia de
relações totalmente subjetivas. Sua luta pela realização é uma série de esforços,
sofrimentos, satisfações, recusas, decisões que também não podem e não devem ser
totalmente conscientes, pelo menos no plano estético.
O resultado deste conflito é uma diferença entre a intenção e a sua realização,
uma diferença de que o artista não tem consciência.
Por conseguinte, na cadeia de relações que acompanha o ato criador falta um elo.
Esta falha que representa a inabilidade do artista em expressar integralmente a sua
intenção; esta diferença entre o que quis realizar e o que na verdade realizou é o
“coeficiente artístico” pessoal contido na sua obra de arte.
Em outras palavras, o “coeficiente artístico” é como uma relação aritmética entre o
que permanece inexpresso embora intencionado, e o que é expresso nãointencionalmente.
A fim de evitar um mal-entendido, devemos lembrar que este “coeficiente artístico”
é uma expressão da arte à l’état brut, ainda num estado bruto que precisa ser “refinado”
pelo público como açúcar puro extraído do melado; o índice deste coeficiente não tem
influência alguma sobre tal veredicto. O ato criado toma outro aspecto quando o
espectador experimenta o fenômeno da transmutação; pela transformação da matéria
inerte numa obra de arte, um transubstanciado real processou-se, e o papel do público é
de determinar qual o peso as obras de arte na balança estética.
Resumindo, o ato criador não é executado pelo artista sozinho; o público
estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior, decifrando e interpretando
suas qualidades intrínsecas e, desta forma, acrescenta sua contribuição ao ato criador.
Isto torna-se ainda mais obvio quando a posteridade da seu veredicto final e, às vezes,
reabilita artistas esquecidos.
___________________
Texto apresentado à Convenção da Federação Americana de Artes. Em Houston, Texas,
USA, abril de 1957.

Exposição Made-up Memories Corp.

A made-up memories corp é um projeto de Arte que se configura aos moldes de uma empresa que tem como objetivo produzir fotografias do que poderia ter acontecido, ou ainda, do impossível de ter acontecido.

A fabricação de lembranças inventadas é gratuita e a imagem produzida é enviada para a casa da pessoa que a solicitou, assim como um relato do processo e um certificado de autenticidade.

Mais informações: http://madeupmemoriescorp.com

Local: SESC Crato

Período: de 12 de novembro a 9 de dezembro.