Exposição Made-up Memories Corp.

A made-up memories corp é um projeto de Arte que se configura aos moldes de uma empresa que tem como objetivo produzir fotografias do que poderia ter acontecido, ou ainda, do impossível de ter acontecido.

A fabricação de lembranças inventadas é gratuita e a imagem produzida é enviada para a casa da pessoa que a solicitou, assim como um relato do processo e um certificado de autenticidade.

Mais informações: http://madeupmemoriescorp.com

Local: SESC Crato

Período: de 12 de novembro a 9 de dezembro.

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Rever: Retratos Ressignificados – A Fotografia de Retrato como fonte de uma Narrativa Ficcional

REVER: RETRATOS RESSIGNIFICADOS 
A FOTOGRAFIA DE RETRATO COMO FONTE DE NARRATIVA FICCIONAL 
Rochele Boscaini Zandavalli - UFRGS
Resumo 
Este artigo pretende explicitar algumas das questões envolvidas no procedimento 
contemporâneo de apropriação de imagens fotográficas pré-existentes, mais 
especificamente de retratos fotográficos que passam a servir como fonte de narrativa 
ficcional. Para isso, traço uma linha de análise do uso dado ao retrato pelos fotógrafos 
pioneiros, pelos artistas das vanguardas européias  do início do século XX, e pelos 
contemporâneos como Urs Lüthi, Cindy Sherman, Sophie Calle e Christian Boltanski. 
Herdeiros da tensão gerada pela dupla natureza da linguagem fotográfica, que se situa 
entre a apreensão do real e a construção do ficcional, de diferentes modos, eles fazem 
uso da tensão inerente à técnica fotográfica, entre o sujeito biológico e sua máscara 
social. Com isso ajudam a expandir a noção original de retrato fotográfico. 
Palavras-chave: Retrato fotográfico, narrativa, ficção, apropriação
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Fazendo a memória performar : uma reflexão sobre a fotografia em variações em azul

Fazendo a memória performar : uma reflexão sobre a fotografia em variações em azul*

Ruth Moreira de Sousa Regiani

O texto se propõe a uma reflexão acerca do pensamento conceitual sobre a fotografia na obra artística aqui apresentada, intitulada Variações em Azul. Tal pensamento defende a fotografia não como registro de acontecimentos passados, “isto foi” (Roland Barthes), mas como um mecanismo capaz de fazer a memória performar as diversas possibilidades de “isto poderia ter sido” ou de “impossível ter sido”. Esta obra apresenta a fotografia como um processo contínuo de reconstrução, de fazer o novo, de ressignificar as imagens caducas, de tornar-se novamente ação. Para a concepção aqui apresentada, a fotografia não tem por função lembrar o que foi, mas produzir um novo acontecimento. Desta forma, fazendo a memória performar continuamente, a fotografia nesta poietika produz acontecimentos impossíveis: que só têm existência pela fotografia e na fotografia. Traçando relações entre a música, o cinema e a fotografia, o texto constrói os argumentos que embasam esta idéia conceitual, quais sejam: “original” não é uma matriz que reproduz unidades idênticas, mas “origem” acrescida de “novidade”, tal como propõe Walter Benjamin para a “imagem dialética”. A fotografia não aponta para o passado, mas para um “presente do futuro”, tal como coloca Ernst Bloch acerca da imagem de esperança. A fotografia é capaz de abarcar mais que um único instante, o “instante decisivo” (Cartier Bresson), ela tende para uma simultaneidade. Ela é capaz de propor um movimento, sendo este entendido não como o deslocamento de um ponto a outro (A-B), mas como uma mudança de estado, a ressignificação do mesmo (A-A’).

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*Dissertação defendida em 2008 no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da UFRGS.